Desmitificando a vacina!

Vacinas salvam vidas! Você sabe porquê?

Essa última semana recebi muitas perguntas de pais e mães que estão com dúvidas sobre a vacinação dos seus filhos, especialmente sobre a segurança da vacina da Pfizer para COVID19. Pensando muito nisso resolvi expor um pouquinho do assunto e das principais dúvidas.

Será que essa  vacina é segura?

Sim, a vacina da Pfizer é segura! Podemos realizar essa afirmação hoje após inúmeros estudos sérios realizados sobre isso nas faixas etárias liberadas pelos órgãos reguladores. Contudo, a insegurança dos pais quanto a isso é legítima e real já que as redes sociais geram uma avalanche de informações equivocadas sobre o assunto, mostrando assim a importância de esclarecimentos sobre o tema.

Mas e essa tecnologia não é muito nova?

Não, ela não é tão nova assim e vem sendo testada há algumas décadas. A demonstração do mRNA ocorreu pela primeira vez em animais no ano  1990 e seu uso na imunização um pouco depois.

Martinon demonstrou que o RNA encapsulado poderia estimular as células T(células de defesa) in vivo, e em 1994, Zhou & Berglund publicou a primeira evidência de que o RNA poderia ser usado como uma vacina contra um patógeno. Inicialmente ela foi testada para outros vírus como influenza, citomegalovírus, zika e raiva. 

E os efeitos colaterais da vacina? Será que ela causará problemas depois de muitos anos da sua realização?

Os efeitos adversos geralmente aparecem em mais ou menos até 3 meses da aplicação da vacina. Dessa forma e com um pequeno entendimento da parte imunológica do processo não esperamos efeitos a longo prazo, em especial após esse período de 2 – 3 meses. 

Tudo isso que está sendo exposto é decorrente de muitos estudos que já foram realizados e devido ao conhecimento que temos sobre os mecanismos imunológicos da imunização.

Para entendermos um pouco melhor esse processo precisamos ter compreensão de 2 fatores: como a vacina é feita e como nosso corpo reage à imunização.

Então vamos lá…

A vacina é feita de ingredientes muito simples que são partículas bem pequenas de gordura, RNA mensageiro e polietilenoglicol mais conhecido como PEG – muito utilizado em laxantes).

O PEG pode gerar reação para aqueles pacientes que são hipersensibilizados a essa substância, o que é muito raro, porém não pode ser desprezado. 

Veja que não temos componentes alimentares na vacina, sendo assim os pacientes com qualquer Alergia Alimentar podem se vacinar com segurança.  

Quando nós recebemos a vacina da Pfizer, o RNAm informa para o corpo um código que permitirá a produção da proteína spike do Sars-CoV-2. Esse RNAm desaparecerá em alguns dias após esse processo. 

Mas e a spike que é produzida? É tóxica? Fica permanentemente no meu corpo?

Não, ela não é tóxica e serve apenas para estimular nosso corpo a produzir anticorpos e desaparece logo após esse processo.

Vamos entender um pouco melhor isso?

Na nossa resposta imune a vacina, nossas células T (células de defesa) saem dos gânglios após alguns dias da primeira dose e induzem a formação de anticorpos. Após a segunda dose esses anticorpos irão aumentar e serão ainda mais efetivos contra o invasor, o que nos mostra de uma forma bem simplificada a importância de fazermos o esquema completo de vacinação. 

Após esse processo, nossas células de memória serão estabelecidas e então quando entrarmos em contato com o coronavírus, ou seja, se tivermos a infecção, esses anticorpos aumentarão rapidamente para combater esse invasor e em algumas semanas terão um leve declínio.

Entendendo isso, sabemos que não devemos ter preocupações a longo prazo com a segurança da vacina já que após esse declínio dos anticorpos, que ocorre em semanas, não teremos mais problemas graves em relação a imunização que foi realizada.

Por fim, tendo esta compreensão de quais são os componentes da vacina e como nosso sistema imunológico reage na imunização, podemos ter tranquilidade em relação à vacinação. 

Espero ter conseguido ajudar…

Caso persista alguma dúvida deixe nos comentários?


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